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sábado, 26 de junho de 2021

MEMORIAL DA TERCEIRA ORDEM FRANCISCANA - DE ASSIS AO PARÁ E AMAPÁ

      

      Neste ano de 2021 a família franciscana e toda a Igreja celebram os 800 anos da Regra canônica Memoriale Propositi, aprovada pelo papa Honório III e confirmada pelo Papa Gregório IX em 20 de maio de 1221 com destinação aos que fazem penitência. É neste mesmo contexto que recordamos as Cartas de São Francisco de Assis aos Fiéis, marcos do nascimento da Terceira Ordem Franciscana, que vivencia este jubileu com o tema: “De Assis a Canindé: memória, compromisso e esperança” e o lema: “Do evangelho à vida e da vida ao Evangelho”.

O Papa Francisco diz que “a memória cristã é como o sal da vida. Sem memória não podemos ir para frente. Quando encontramos cristãos ‘desmemoriados’, logo vemos que perderam o sabor da vida cristã e acabaram como pessoas que cumprem os mandamentos, mas sem a mística, sem encontrar Jesus Cristo”. 

De fato, para nós cristãos, fazer memória é algo sagrado. Vivemos do memorial da obra da nossa redenção realizada por Cristo. Essa memória se faz atualização e participação por obra do Espírito Santo que gera vida em nós. Vivemos da memória que fazemos. Isso não significa que nós vivemos presos em um passado perdido, nem que não reconhecemos o nosso chão de hoje. É precisamente o contrário. Conhecemos o nosso chão de hoje e podemos ir para frente à medida que somos capazes de fazer memória.

A memória cristã é ímpeto de compromisso com o hoje e de esperança no amanhã. É saudável para as fraternidades e comunidades franciscanas recordar (trazer ao coração), tanto as inspirações embrionárias do Carisma quanto o ardor dos que, antes de nós, viveram suas vidas franciscanamente nesta querida Amazônia. Isso nos permite perceber que não estamos sozinhos, que somos parte de uma história que não começou e não terminará conosco, fazemos parte “de uma imensa vida”.

Olhar para o ontem com os pés firmes no hoje nos faz sonhar o amanhã. É na memória fecunda que Deus semeia a virtude da esperança. E sobre esta virtude, nos diz o Papa Francisco: “A esperança é ousada, sabe olhar para além das comodidades pessoais, das pequenas seguranças e compensações que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna. Caminhemos na esperança!” (Fratelli Tutti, n. 55). A esperança cristã não é uma espera passiva de que um dia algo melhore, algo aconteça, alguém surja, mas é a ativa construção de uma realidade nova.

Sem esperança não há sentido fazer memória ou escrever sobre nossa história. A esperança é o motor da atualização daquele ideal que inspirou Francisco e Clara de Assis do século XIII; que inspira Francisco da Laudato Si’ e Fratelli Tutti do século XXI. Que ao folhear estas páginas memoriais, cada um de nós possa entrar nesta torrente de esperança e que, juntos e juntas, possamos esperançar uma Amazônia, um Pará e Amapá mais fraterno, mais ecológico, mais humano, ao modo dos santos de Assis. Nisto consiste nosso compromisso! 

A reunião dos breves relatos de nossas Fraternidades da Ordem Terceira, com suas diversidades, representa o desejo vivo de fortalecer nossa unidade. Entre a TOR, a OFS e a JUFRA há uma genética familiar, uma comunhão vital que nos convida a mantermo-nos de mãos dadas em todos os aspectos de nossas vidas, sobretudo na Assistência Espiritual, Animação Fraterna e Promoção vocacional. Revisitar a contribuição dos irmãos e irmãs que nos precederam é motivo de louvor e gratidão, compromisso e ponto de partida que não podemos perder de vista. Como é o caso da Carta aos Fiéis:

Todos os que amam o Senhor, “de todo o coração, de toda alma e de toda a mente, com todas as suas forças”  (Mc  12,30)  “e amam o seu próximo como a si mesmos” (Mt 22,29), e odeiam o próprio corpo  com seus vícios e pecados, e que recebem o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e fazem dignos frutos de penitência: quão felizes são estes e estas que assim agirem e perseverarem até o fim, porque “sobre eles  repousa o Espírito do Senhor”  (Is  11,2) e ele fará neles  sua habitação e a sua “morada”  (Jo 14,23), e eles são filhos do Pai celestial (Mt 5,45);  cujas obras fazem e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo  (Mt 12,50). (1 FI, Capítulo 1)


Este texto aos fiéis é parte dos rastros cronológicos, apresentados nesta edição, que nos ajudam no exercício memorialístico e nos provocam ao encontro com a vida dos Santos e Santas da Ordem Seráfica, bem como, nos disponibilizam o conhecimento de tantos leigos e leigas, religiosos e religiosas, diáconos, presbíteros, bispos e papas que doaram sua vida pelo Reino na vivência da Santa Regra Franciscana, que seu testemunho nos ajude a perseverar no caminho da perfeição da caridade cristã.

Gratidão às Fraternidades da OFS e JUFRA, e às Congregações da TOR presentes no Pará e Amapá. E de um modo especial, ao Conselho Regional da OFS e a Coordenação da CFFB Norte 2 que animou diversas atividades para nosso Jubileu dos 800 anos, organizou uma equipe que se doou para preparar o presente material: Antônia Lais Chagas e Cleicilene Silva (JUFRA); Francisco Araújo, Alexandre Souza e Jucilene Caldas (OFS); Ir. Ivoneide Queiroz - Irmãs Franciscanas de Maristella - e Ir. Ângela Moraes - Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração (Congregações da TOR). Que seu trabalho seja como o do agricultor que semeou; o de cada leitor, como o daquele que regou, para que Deus possa fazer crescer. 

Desejamos um abençoado jubileu e uma santa caminhada, fazendo memória com compromisso e viva esperança na Igreja e Sociedade!

 

Paz e Bem!

Victor Paiva, OFS

Historiador, membro da equipe de Formação

Fraternidade São Francisco de Assis,

Coordenação da CFFB N2 – Núcleo Castanhal



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quinta-feira, 3 de junho de 2021

CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL 2021


Dia 03 de junho de 2021, às 20h, a presidenta do CNLB - Sônia Gomes de Oliveira, 

Pronunciou a abertura do evento com a tématica: “Cristãos leigos e leigas em missão: respondendo aos novos desafios”.

De acordo com a secretaria do CNLB, até às 13h desta quinta-feira, 209 delegados, de todo Brasil estavam inscritos esse grande encontro a se desenvolver até sábado (5).

Dom Giovane Pereira de Melo bispo de Tocantinopolis-TO, assessor eclesial do CNLB, enfatizou quatro verbos durante entrevista coletiva sobre a 39ª Assembleia do CNLB, realizada, remotamente, às 13h desta quinta-feira (3). Mobilizar, abrir, valorizar, olhar. O bispo disse que o leigo eclesial precisa ocupar espaço na sociedade e, em tom de convocação dos leigos e das leigas, disse “não podemos ignorar o luto, a dor das famílias brasileiras, mas sim ser solidários, escutar as pessoas vitimizadas, rezar com elas”.

O CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL (CNLB), fundado em 1975 como Conselho Nacional de Leigos (CNL), é um organismo de articulação, organização e representação dos cristãos leigos e leigas, “que busca integrar os leigos e leigas dos movimentos, das pastorais, daqueles que vivem sua vida comunitária numa paróquia ou comunidade, e dos que vivem sua fé cristã inseridos nas atividades da sociedade” (Caderno do CNLB, nº 2)

Ao longo da história, foi se estruturando em conselhos regionais, diocesanos e locais. O CNLB está presente em 17 regionais e conta com 18 organizações filiadas.

Dentre estas, a Ordem Franciscana Secular e a Juventude Franciscana, ramos leigos da Família Franciscana.

Nesta Assembleia Geral Ordinária, estão representando a Ordem Franciscana Secular do Brasil: Hélio da Costa Gouvêa, Juliana Caroline Gonçalves Almeida e Francisco José Corrêa de Araújo. 

E a JUFRA Nacional, por sua vez, foi representada pelo Secretário Fraterno, José Douglas Soares Cordeiro de Souza.




















A Família Franciscana N2 se une em oração pelo Laicato de nosso Brasil na confiança fraterna  e na certeza de que os Cristãos leigos e leigas estão em missão respondendo aos novos desafios, na edificação do Reino em meio as realidades seculares. 

Paz e bem!

Por Francisco Araújo, OFS

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Fontes:
https://www.cnlb.org.br/?page_id=68
https://www.cnlb.org.br/?p=8017


quarta-feira, 30 de setembro de 2020

A CFFB ESTÁ EM FESTA - RUMO AOS 800 ANOS DA TERCEIRA ORDEM E 50 ANOS DA JUFRA - BRASIL

     


          A Família Franciscana, presente nos estados do Pará e Amapá (CNBB Norte 2) há mais 200 anos, se une à organização do Capítulo Celebrativo dos 800 anos da Ordem Terceira de São Francisco e 50 anos da Juventude Franciscana - JUFRA no Brasil que se realizará em 2021 com o tema: “De Assis a Canindé: memória, compromisso e esperança”; Lema: "Do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho”.

            A primeira Regra da Ordem Terceira, “Memoriale Propositi”, foi aprovada pela Igreja em 1221 pelo Papa Honório III, e posteriormente confirmada pelo seu sucessor Papa Gregório IX. Com o passar dos anos esta Ordem religiosa leiga, ramificou-se em diversas Congregações de vida religiosa regular, nascendo então, a Ordem Terceira Regular. O Jubileu dos 800 anos, portanto celebra a experiência evangélica da Ordem Franciscana Secular - OFS (para leigos, leigas, diáconos e padres diocesanos) e da Ordem Terceira Regular – TOR (Congregações masculinas e femininas) tendo como patronos comuns Santa Isabel da Hungria e São Luís IX. E tal júbilo também se vivencia com os 70 anos da JUFRA Internacional, 66 anos em Belém e 50 anos com Secretariado Nacional (Patrona Santa Rosa de Viterbo).

             

A Família Franciscana reúne todos os que se sentem chamados no seguimento do Cristo, à maneira de São Francisco de Assis que por modos e formas diversas, mas em recíproca comunhão vital eles querem tornar presente o carisma do comum Pai Seráfico na vida e na missão da Igreja: Primeira Ordem: Ordem Frades Menores (Pará); Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Pará e Amapá). 

Segunda Ordem: Irs. Clarissas Capuchinhas (Amapá); Ordem Franciscana Secular: 24 Fraternidades organizadas no Pará e Amapá. Terceira Ordem Regular presente com 35 Fraternidades no Pará: Frades Franciscanos na Providencia de Deus; Clarissas Franciscanas Missionárias do Santíssimo Sacramento; Irs. Franciscanas da Providência de Deus; Irs. Catequistas Franciscanas; Irs. Franciscanas da Ação Pastoral; Irs. Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã; Irs. Franciscanas de Dillingen; Irs. Franciscanas de Ingolstadt; Irs. Franciscanas de Maristella; Irs. Franciscanas de Nossa Srª do Amparo; Irs. Franciscanas de São José; Irs. Franciscanas do Sagrado Coração; Irs. Franciscanas Filhas dos Santíssimos Corações de Jesus e Maria; Irs. Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição; Irs. Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus (SMIC); Irs. Pequenas Missionárias Eucarísticas – IPMMI. JUFRA com 12 Fraternidades.

            A presença franciscana em nosso regional é muito ativa e colabora na evangelização com sua vida orante, pobre, fraterna e apostólica atuando em diversas paróquias e serviços. A festividade de São Francisco de Assis ocorre de mãos dadas com os preparativos da Festa de Nossa Senhora de Nazaré, com um zelo todo especial aos mais pobres, e no dia 04 de outubro, este solo amazônico entoa o cântico das criaturas revigorado com o magistério do Papa Francisco na estimável Laudato Si, Querida Amazônia e Fratelli Tutti.

Assembleia Eletiva da CFFB Norte 2, ano 2013

            A primeira Fraternidade da Ordem Franciscana Secular na cidade de Belém foi erigida por Frei Mansueto de Peveranza, OFMCap no ano de 1907, na atual paróquia São Francisco de Assis – Capuchinhos. E como uma das fundadoras desta Fraternidade, irmã Alice Teodora da Silva Feitosa.

            Posteriormente, outras Fraternidades da OFS foram sendo erigidas por todo o Pará e Amapá. Em Belém, contamos ainda com a Fraternidade Santo Antônio de Lisboa (Erigida dia 04 de outubro de 1992, Paróquia Santo Antônio de Lisboa) e Santa Maria dos Anjos (Erigida dia 04 de outubro de 2004, em Icoaraci - Paróquia Nossa Senhora de Fátima).

            Ainda na Paróquia dos Capuchinhos, em 20 de março de 1954, em Belém do Pará, Frei Alfredo Longhi – OFM Cap organizou uma primeira experiência de JUFRA. Desde então, entre maiores ou menores atividades a JUFRA vem se fazendo presente há 66 anos no Pará.


Assembleia Extraordinária 2018

           Os 800 anos da Ordem Terceira e 70 anos da JUFRA é motivo de grande Júbilo para a Igreja. Unindo-se a este Jubileu, no dia 04 de outubro de 2020, às 7h30, na Igreja Matriz dos Capuchinhos, a Fraternidade São Francisco de Assis acolherá quatro leigas e um cônego que irão emitir a Profissão Definitiva à Regra da OFS: Adriana Reis Vasconcelos Alves (46 anos, casada, bibliotecônoma, guarda franciscana); Fernanda Prado Santiago (32 anos, solteira, professora, ministério de música); Michele Cardim de Sousa (38 anos, solteira, assistente social, catequista); Suzana Damasceno Monteiro Brito (49 anos, viúva, enfermeira, pastoral litúrgica); e Cônego Vladian Silva Alves (44 anos, pároco, professor-pesquisador, Membro do Conselho Pastoral Arquidiocesano).


  Que a cada dia, com novo impulso e vigor, Santa Maria dos Anjos ajude a Família Franciscana a servir à Igreja com alegria, viver com amor a Santa Regra e reafirmar o compromisso com o Evangelho ao modo de São Francisco e Santa Clara de Assis. Paz e bem!


Por Prof. Me. Francisco José Corrêa de Araújo, OFS
Coordenador da CFFB Norte 2 (Pará e Amapá)


quarta-feira, 5 de agosto de 2020

MARGARIDA ASSIS DE OLIVEIRA MENDES

                     NOTA DE PESAR

 

🌻Margarida Assis de Oliveira Mendes, OFS 
Nasceu em Belém/PA, em 04/10/1936. Casou-se, viveu a maternidade e trabalhou como dentista. Sua tia Valéria Maria Ramos de Oliveira, era franciscana secular e convidou a sobrinha para ingressar na Ordem. No caminho do discernimento, irmã Margarida sonhou com São Francisco de Assis, ele lhe acenava e lhe chamava para segui-lo. Então, vocacionada em 1985, realiza seu compromisso perpétuo dia 04/10/1989, na cidade de Capanema. Após alguns anos, foi transferida para a cidade de Belém, e passou a pertencer a Fraternidade São Francisco de Assis. Em sua vida fraterna, foi Coordenadora do Serviço aos Enfermos e Idosos, tinha uma mística própria e semblante sereno. Foram 30 anos de doação e compromisso, um grande dom para a Família Franciscana do Brasil. 
Irmã Margarida, segue seu caminho, agora mais perto de São Francisco e de nosso Senhor Jesus Cristo. Deus a chamou na manhã do dia 05 de agosto de 2020, período em preparação para o dia de Santa Clara de Assis. Nos solidarizamos com os familiares e amigos. Que Santa Maria dos Anjos continue a nos acompanhar agora e na hora de nossa morte. 

Paz e bem!

Por, Francisco Araújo, OFS

sexta-feira, 15 de maio de 2020

NOTA DE PESAR: AGOSTINHO HERMES DE MIRANDA NETO



(“Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz!”)




Fátima e Agostinho 
Nasceu dia 27 de fevereiro de 1950, estudou na instituição de ensino Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, onde formou-se em 1987. Exerceu a medicina com muita dedicação e esmero. Casou-se com Fátima Moutinho, e tiveram dois filhos: Tatiana e Augusto Moutinho Miranda. Durante muitos anos a família colaborou em diversos serviços pastorais na Paróquia São Francisco de Assis – Capuchinhos, Arquidiocese de Belém do Pará.

Carnaval em família: Tatiana, Fátima, Julia, Agostinho, Isabela e Augusto.

O casal, Agostinho e Fátima, serviram nos Encontros de Casais com Cristo, Pastoral Familiar, Pastoral do Dízimo, dentre outros serviços caritativos voluntários, como na creche do Tucunduba (na periferia de Belém). Aos 70 anos, Dr. Agostinho trabalhava no posto de saúde da Vila da Barca e era incentivador das artes e da cultura, era membro da diretoria colegiada que há 15 anos coordenava o grupo teatral Renascer, da Igreja dos Capuchinhos, onde participava como ator representando Pôncio Pilatos na peça da Semana Santa.


Agostinho e Fátima com os amigos paroquianos

                             
Agostinho em cena representando Pilatos na peço "Paixão de Cristo" - Grupo de Teatro Renascer 2018

GEFRAN e Frades Capuchinhos durante a Via Sacra na sexta-feira Santa. 

Dr. Agostinho era entusiasta do teatro e foi um dos maiores incentivadores da pauta teatral do cineteatro do Sindmepa (Sindicato dos Médicos do Pará). Ali, fez a última apresentação com o grupo Renascer na peça Cura-me, onde representou um médico que atendia a protagonista da peça. Cheio de vida e com um bom humor contagiante.

Dentre os incentivos que Dr. Agostinho prestava as artes, a música tinha um lugar especial. Apoiava o Ministério de Música Geração Franciscana (GEFRAN) que atua na Paróquia Capuchinhos e é coordenado por sua filha, Tatiana Moutinho Miranda e seu esposo, Fábio Pará.

GEFRAN após a peça "Paixão de Cristo" com Sr. Agostinho.

A família deste querido irmão, cultiva um grande amor por São Francisco de Assis e sempre participaram das diversas iniciativas dos Frades Menores Capuchinhos e da Ordem Franciscana Secular (OFS). Seu filho, Agostinho Moutinho Miranda e sua esposa – Luana Teixeira do Carmo Miranda, são leigos consagrados na OFS e membros do Conselho da Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos – Feira de Sant’Ana/ BA.

Casal, Luana e Augusto com seus padrinhos: Francisco Araújo e Marúcia Conte. Todos da Ordem Franciscana Secular.  

Agostinho e Fátima celebrando mais um ano de casados.
Dr. Agostinho era muito querido entre colegas, funcionários e membros da diretoria do Sindmepa. É o 28º médico do Pará que perdemos durante a pandemia do Covid-19.

Sr. Agostinho Hermes de Miranda Neto, celebrou sua páscoa no dia 15 de maio de 2020 e nos deixou sua esposa, um casal de filhos, duas netas, seu testemunho de cristão e exemplo profissional, muitos ensinamentos e lembranças que deixarão saudades. Estamos unidos em suplica pela consolação do Divino Espírito Santo para todos os seus familiares e amigos e agradecidos por sua memória, nos unimos aos louvores dos céus, que hoje acolhe o seu servo fiel e prudente. “(...) E é morrendo que se vive para a vida eterna!” Amém!

Família Moutinho Miranda.

Por Francisco José Corrêa de Araújo, OFS
Coordenador da CFFB N2

Fontes:

segunda-feira, 15 de julho de 2019

FÓRUM FRANCISCANO PARA O SÍNODO PAN-AMAZÔNICO


FAMÍLIA FRANCISCANA DESEJA “AMAZONIZAR-SE”



INTRODUÇÃO:
            Em sintonia com os apelos da Igreja que está realizando o Sínodo para Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral, a Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) deseja amazonizar-se: um processo intenso e extenso de (re)conhecer a pertença e o cuidado com a Amazônia urbana e rural. Isto implica em aproximar-se, acolher e respeitar toda a beleza da criação expressa na relação entre os povos originários amazônidas e a natureza. E ainda, observar que esta vida pulsante na Amazônia está interligada com todas as expressões de vida, formando uma fraternidade universal.
            Neste espírito, a CFFB realizou o Fórum Franciscano sobre o Sínodo Pan-Amazônico, nos dias 4, 5 e 6 de julho de 2019, na cidade de Manaus, no estado do Amazonas, com o objetivo de contribuir no aprofundamento da temática Sinodal à luz da Espiritualidade Franciscana. E escolheu por tema: Perspectivas e desafios para a Conferência da Família Franciscana do Brasil.
            Motivados pelo magistério do Papa Francisco, em especial com a Encíclica Laudato Sí (2015), os Franciscanos e as Franciscanas presentes no mundo todo percebem que muito o Carisma pode contribuir aos novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral. Sistematizando esta contribuição, a primeira atitude é de nos encontrarmos como Família. E assim, presentes no Brasil, e de um modo especial, na Amazônia, as diversas expressões da Família Franciscana terão melhores condições de observar as perspectivas e os desafios que a contemporaneidade exige de nós. Por isso, ministros gerais dos Frades da primeira Ordem Franciscana e Ordem Franciscana Secular enviaram mensagens motivadoras à CFFB saudando a iniciativa do Fórum que tem um caráter evangélico, profético, fraterno e cheio de esperança.
            A Conferência da Família Franciscana do Brasil vem se fortalecendo cada vez mais como um organismo de comunhão onde os irmãos e irmãs encontram o aconchego do lar e o apoio para a missão. O ano de 2019 trouxe grandes mudanças, internas e externas para CFFB, que após o Fórum, organiza sua Assembleia Ordinária Eletiva a ser realizada de 22 a 25 de agosto de 2019, e conta com a participação e o sentido de pertença de todos os seus membros, com a presença dos Ministros, Provinciais, Coordenadores Regionais e demais delegados.
            Tanto no Fórum Pan-Amazônico, quanto na Assembleia eletiva, nos chamam a atenção para compreender melhor a necessidade de fortalecer nosso apostolado franciscano diante da Justiça, Paz e Integridade da Criação. Este apostolado é organizado e realizado de modo muito especial pelo Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia (SINFRAJUPE) com vários desdobramentos de serviços nas obediências que formam a grande Família, este serviço apostólico – que é um elemento basilar do carisma e por tanto, transversal - é o Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC). Dele se espera as respostas organizadas e precisas aos desafios que ameaçam a vida.

FÓRUM FRANCISCANO PARA O SÍNODO PAN-AMAZÔNICO
            Entre os dias 04 a 06 de julho, no Centro Arquidiocesano São José, em Manaus (AM), a CFFB realizou o Fórum Franciscano Para o Sínodo Pan-Amazônico que ajudou os franciscanos e as franciscanas a voltarem o olhar e o coração aos apelos do Papa Francisco através de sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico.
            O evento foi promovido pela Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) e contou com o apoio de diversos irmãos e amigos, dentre os quais, o Bispo Arquidiocesano de Manaus - Dom Sérgio Castriani-CSSp, Fr. Paulo Xavier-OFM Cap e Fr. Alex Assunção-OFM. Durante a programação, contamos com a assessoria de Fr. Luiz Carlos Susin-OFMCap, Fr. Florêncio Vaz-OFM, Fr. Atílio Battistuz-OFM, Pe. Justino Sarmento Rezende - SDB, indígena Tuyuka e referência da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam - Manaus).
            O Fórum reuniu cerca de 160 participantes oriundos de vários estados brasileiros e do exterior: frades da OFM/OFM Cap/ OFM Cov, irmãs religiosas da TOR e irmãos e irmãs da Juventude Franciscana (JUFRA) e Ordem Franciscana Secular (OFS). Esta última garantiu a participação de Francisco José Corrêa de Araújo, que representou a OFS Nacional por meio do serviço JPIC. Os regionais da área norte da CNBB, somaram mais de 30% dos participantes, e isso implica na presença profética dos Franciscanos na Amazônia legal/ região norte do país. Todos os participantes foram envolvidos na temática por meio de uma ambientação com um rosto amazônico e animação musical com um repertório adequado à Ecoteologia com músicas franciscanas da CFFB, Pan-Amazônia ancestral (Antonio Cardoso), Amazonas moreno (Raízes Caboclas), Nossa Vida é Missão (Manoel Nerys), Rios (Roberto Malvezzi/Gogó), Paneiros (Grupo Gaponga), dentre outras. Ao longo do evento foram disponibilizadas transmissões ao vivo pela Rádio Santo Antônio, e ainda registros fotográficos e audiovisuais registrados por Fr. Lorrane Clementino, OFM e publicados na página do facebook da CFFB. O evento foi enriquecido com debates, estudos e conferências para o aprofundamento na solicitação do Papa Francisco.
           
            1- No primeiro dia do Fórum, os irmãos e irmãs da JUFRA acolheram os participantes com danças típicas da região. Na abertura oficial, Frei Éderson Queiroz – OFMCap, proferiu as boas-vindas e os presentes foram agraciados com a participação do Arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani, que contou com o auxílio do secretário da CNBB Norte 1 – Diácono Francisco Andrade de Lima, para apresentar os eixos principais do Instrumentum Laboris (Instrumento de Trabalho para o Sínodo Pan-Amazônico), no qual constam de três partes: a primeira, o ver-escutar, que se intitula A voz da Amazônia, e tem a finalidade de apresentar a realidade do território e de seus povos. Na segunda parte, Ecologia integral: o clamor da terra e dos pobres, aborda-se a problemática ecológica e pastoral; e na terceira parte, Igreja profética na Amazônia: desafios e esperanças, a problemática eclesiológica e pastoral.
            Em seguida, o Pe. Justino Sarmento Rezende - SDB, indígena Tuyuka, iniciou a Conferência "Cosmovisão Amazônidas". Na qual pondera que a conversão ecológica inicia com cada um, para então abrir-se para a conversão comunitária/ familiar. Precisamos aprender um novo modelo de vida com os povos tradicionais, pois o bem viver é uma urgência, e as comunidades indígenas podem nos ajudar nesta prática. E afirmou ainda: "Descolonizar a mente é um processo lento, mas necessário".
            Após o almoço, Dom Edmilson Tadeu Canavarros, SDB - Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus visitou a Família Franciscana e proferiu algumas palavras de incentivo a iniciativa do Fórum. A programação seguiu com a assessoria de Frei Luiz Carlos Susin – OFMCap com a conferência “Francisco e a Fraternidade Universal: Da desapropriação à Aliança”. O professor da Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (ESTEF/RS) contribui que a defesa dos Direitos humanos e dos animais é por causa da condição de vulnerabilidade que precisa se levantar a bandeira dos excluídos. Neste caso, os animais são o fiel da balança e o ponto mais sensível da nossa postura ecológica diante da comunidade da vida destinada ao sábado (dia sagrado, dia do Senhor - que para os Cristãos é o Domingo).  O conferencista explanou ainda a respeito de nossa relação com os animais. Percebe-se que eles de estão sendo tratados por nós como: entretenimento, propriedade, experimentação científica, compensação afetiva, matéria prima para indústria, e fonte desequilibrada de alimentação. Tais atitudes exigem uma conversão pastoral, ecológica e eclesial. “Vivemos no moneyteismo (...) movidos pela apropriação e pelo acúmulo financeiro (...) o dinheiro não vale nada, mas compra tudo”. Afirma Susin.
            Em seguida, houve um momento de Painel com Fr. João Messias - OFM que testemunhou sua vivência com os Munduruku. Experiência missionária na Prelazia de Itaituba com mais de 58 comunidades indígenas que vivem com relação de pertença com a Floresta, mas ameaçados pela extração de minérios e outros impactos socioambientais. E Ir. Clarice Barri - Catequista Franciscana, falou sobre Mobilidade Humana em Assis Brasil. Área de Fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru. Foram expostas o diagnóstico social, econômico e religioso. Uma experiência de Diálogo, Sincretismos e Intercâmbio.

            2- Dia 05 de julho, o Fórum iniciou suas atividades após a oração da manhã “Nós somos parte da terra, a terra é parte de nós. Um é a extensão do outro, nós não vivemos a sós” (música Cuidar da Terra - grupo imbaúba). Em seguida, Fr. Atílio Batistuz, OFM/ SINFRAJUPE que proferiu a conferência "Mística e Profecia Franciscana". Bebendo na fonte de São Francisco de Assis e Santa Clara, Fr. Atílio afirma que a missionariedade faz parte da identidade franciscana e que a Amazônia é “um grande santuário” e chamou a atenção para a extensão do território Pan-Amazônico e para as mais de 300 comunidades indígenas. Em sua apresentação pautada na teoria de Gaia, sugeriu à CFFB algumas ações: Visitas e experiências missionárias/pastorais na Amazônia para criar laços afetivos com a Amazônia; Promover semanas da Amazônia – pôr a Amazônia em debate; Participar da REPAM; Ouvir mais os cientistas; Ouvir os povos da floresta; Limitar o consumo de energia elétrica e incentivar o uso de fontes limpas; Fortalecer o SINFRAJUPE; Fazer um mapeamento da presença franciscana na Amazônia; Trabalhar em rede com outras famílias religiosas (Carmelitas, Jesuítas, Dominicanos...); Participar do IX Fórum Social Pan-Amazônico (FOSPA); que será realizado entre os dias 22 e 25 de março de 2020 em Mocoa, Putumayo, na Colômbia. E ainda, reduzir ou até parar de comer carne. No final de sua explanação, afirmou: “Se a Amazônia perecer, todos nós pereceremos”.
            O evento seguiu com a assessoria de Fr. Florêncio Almeida Vaz Filho- OFM que abordou o tema: Ecologia Integral Franciscana. Faz parte da Espiritualidade Franciscana reconhecer que todas as criaturas tem “agência” e que tudo está interligado, partindo da cosmovisão dos povos tradicionais devemos reconhecer que tudo é gente. É preciso reconhecer e respeitar estes saberes, e, por exemplo: pedir licença antes de entrar nos rios ou na floresta. Na ecologia integral de São Francisco, “tudo é meu irmão, tudo é minha irmã”; "Os encantados existem"; "A terra sem males, existe". Afirma o frei e professor no Programa de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).
            Na tarde dia 05, os participantes visitaram o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) e interagiram com a floresta participando de várias oficinas que os grupos de pesquisa do Instituto realizam. Depois desta atividade, seguiram para Ponta Negra para saudar o pôr-do-sol e celebrar a Eucaristia que foi realizada no Santuário Nossa Senhora da Amazônia com a animação musical do grupo Gaponga.

            3- O dia 06, iniciou bem cedinho com a celebração da criação realizada no Barco Dona Carlota que nos acolheu e conduziu pelo Rio Negro rumo ao encontro do Rio Solimões. A celebração deste dia foi ministrada pela Irmã Laura Vicunã - Catequista Franciscana. Foi uma manhã orante de convivência fraterna conduzida com muito carinho pela coordenação do evento. Após o almoço, os irmãos e irmãs se expressaram seus sonhos e compromissos. Que para sistematiza-los, a CFFB irá elaborar uma Carta-compromisso. O encerramento do Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-amazônico ocorreu com a Celebração eucarística na Igreja São Sebastião – Capuchinhos.
            Que São Francisco de Assis, patrono da ecologia, “irmão da natureza”, seja nosso exemplo, para que possamos nós, franciscanos e franciscanas, cumprirmos nossa missão profética em defesa da vida e do cuidado da casa comum, com vigor renovado e com a audácia reformadora que o caracterizou.

O SÍNODO PAN-AMAZÔNICO E A ORDEM FRANCISCANA SECULAR
            Para todos os ramos da Família Franciscana, o comprometimento ecoteológico é um elemento em comum. Pois, nossa vida e regra é viver o Santo Evangelho nos passos de São Francisco de Assis. No qual o Espírito Santo, nos presenteou com um carisma plenamente fraterno, que nos reconhecemos como irmãos e irmãs e conclamamos que tudo está interligado. Daí provém a necessidade do testemunho e da responsabilidade de cuidar da Casa Comum. No entanto, cada ramo da Família, expressa sua pertença e vivência do carisma de modo “particular”. Àqueles que vivem o carisma na modalidade secular, cabe a função de administrar os bens temporais pautados nos valores evangélicos, agindo em diversos areópagos da realidade de leigos e leigas, diáconos ou sacerdotes que professam a Regra da OFS.
            Na referida Regra, observamos a dimensão profética do carisma, ou em outras palavras, a dimensão socioambiental da caridade cristã. Assim, assumimos o compromisso interdependente na atuação da justiça/paz/ecologia. Com isso, a Justiça (Regra Capítulo 15) é compreendida como: Defesa da Vida em Plenitude para todos, Promoção Integral da Pessoa Humana, Defesa dos Direitos Humanos, Incidência Política e Políticas Públicas; A Paz (Regra Capítulo 17) é compreendida como: Espiritualidade Libertadora, Anúncio, Encontro/Diálogo/Convivência, Ecumenismo, Diálogo Inter-religioso, Superação da Violência; e a Ecologia/ Integridade da Criação (Regra Capítulo 18) é compreendida como: Fraternidade Universal, Ecologia Integral, Conversão Ecológica.
            Não se trata somente de uma opção, mais de uma exigência evangélica que devemos observar desde o processo de nossa formação humana e iniciação à vida cristã, mas também na formação franciscana. Nos últimos anos, percebemos um fortalecimento do serviço JPIC na vida dos irmãos e irmãs da OFS, certamente como resposta aos apelos do Papa Francisco, mas sobre tudo como vivência de nossa vida evangélica e franciscana. Assim, o JPIC deve ser a expressão primeira de nosso apostolado, o que vai ao encontro da conversão ecológica e cuidado com a casa comum. Por isso, o JPIC deve ser uma prioridade em todas as nossas fraternidades – seja Internacional, Nacional, Regional ou Local. Não se admite mais que os temas ligados à dimensão socioambiental da fé sejam tratado como secundários em nossos calendários.
            Por isso, antes de exigir que os outros vivam uma conversão pastoral e ecológica, nós – franciscanos e franciscanas seculares – devemos testemunhar tal conversão, a começar pelo exemplo particular, depois em nossas fraternidades locais, e assim por diante. Precisamos não somente priorizar as atividades JPIC em nossos calendários, mas sermos capazes de “tirar do papel” este sonho, de dar os passos que nossos limites nos permitem. Podem ser passos lentos, mas que sejam unidos, fortes e perseverantes.
            Assim, para além dos estudos da Laudato Sí e de documentos produzidos pelo processo do Sínodo Pan-amazônico, são sugestões de atividades que podem ser assumidas de modo pessoal ou em nossas fraternidades locais:


1) Justiça:
1.1: Reflexões sobre a realidade sócio-cultural-eclesial-política nos encontros de estudo e nos capítulos;
1.2: Nas paróquias, procurem imprimir metodologia de participação, de valorização das pessoas leigas, promovendo seu protagonismo, através da do apoio a diversas pastorais e serviços, de acordo com as necessidades do povo;
1.3: Nas redes de comunidades, situadas no contexto urbano, desenvolver forte presença solidária junto à população carente;
1.4: Participação em pastorais e serviços específicos: luta pela terra, organização dos pequenos agricultores, agroecologia, presença e serviço junto às pessoas com deficiência, trabalho de recuperação de dependentes químicos, Promoção da Criança e Adolescente, Organização dos Trabalhadores Desempregados…;
1.5: Integração nos eventos da Igreja: Campanha da Fraternidade, Grito dos Excluídos(as), Romaria da Terra, do Trabalhador, Encontros de CEBs, CPT (Comissão da Pastoral da Terra); PO (Pastoral Operária); PJR (Pastoral da Juventude Rural); Pastorais Sociais; Organizações da Sociedade Civil: MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra); MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores); MTD (Movimento dos Desempregados).
1.6: Incidência Política por meio da participação nos espaços de controle social como: Fóruns e Conselhos Paritários.

2) Paz:
2.1: Retiros anuais em torno da temática de justiça, paz, Integridade da Criação, opção pelos pobres, saúde integral, à luz da espiritualidade e prática de S. Francisco;
2.2: Promover atividades Ecumênicas e diálogo Inter-religioso;
2.3: Combater o armamento da sociedade civil;
2.4: Articular eventos populares como a Romaria/ Caminhada pela Paz;

3) Integridade da Criação:
3.1: Estudar e divulgar a Encíclica Laudato Sí;
3.2: Mobilizar fóruns e comitês sobre o combate ao desmatamento, mineração, poluição dos Rios, e temas afins;
3.3: Promover o cuidado com a Casa Comum;
3.4: Adotar praticas Eco-teológicas como Educação Ambiental como os 5R’s: Reduzir, Repensar, Reaproveitar, Reciclar e Recusar consumir produtos que gerem impactos socioambientais significativo.
        
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Fonte: site da CFFB com adaptação e edição de Francisco Araújo, OFS/ CFFB Norte 2