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sexta-feira, 15 de maio de 2020

NOTA DE PESAR: AGOSTINHO HERMES DE MIRANDA NETO



(“Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz!”)




Fátima e Agostinho 
Nasceu dia 27 de fevereiro de 1950, estudou na instituição de ensino Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, onde formou-se em 1987. Exerceu a medicina com muita dedicação e esmero. Casou-se com Fátima Moutinho, e tiveram dois filhos: Tatiana e Augusto Moutinho Miranda. Durante muitos anos a família colaborou em diversos serviços pastorais na Paróquia São Francisco de Assis – Capuchinhos, Arquidiocese de Belém do Pará.

Carnaval em família: Tatiana, Fátima, Julia, Agostinho, Isabela e Augusto.

O casal, Agostinho e Fátima, serviram nos Encontros de Casais com Cristo, Pastoral Familiar, Pastoral do Dízimo, dentre outros serviços caritativos voluntários, como na creche do Tucunduba (na periferia de Belém). Aos 70 anos, Dr. Agostinho trabalhava no posto de saúde da Vila da Barca e era incentivador das artes e da cultura, era membro da diretoria colegiada que há 15 anos coordenava o grupo teatral Renascer, da Igreja dos Capuchinhos, onde participava como ator representando Pôncio Pilatos na peça da Semana Santa.


Agostinho e Fátima com os amigos paroquianos

                             
Agostinho em cena representando Pilatos na peço "Paixão de Cristo" - Grupo de Teatro Renascer 2018

GEFRAN e Frades Capuchinhos durante a Via Sacra na sexta-feira Santa. 

Dr. Agostinho era entusiasta do teatro e foi um dos maiores incentivadores da pauta teatral do cineteatro do Sindmepa (Sindicato dos Médicos do Pará). Ali, fez a última apresentação com o grupo Renascer na peça Cura-me, onde representou um médico que atendia a protagonista da peça. Cheio de vida e com um bom humor contagiante.

Dentre os incentivos que Dr. Agostinho prestava as artes, a música tinha um lugar especial. Apoiava o Ministério de Música Geração Franciscana (GEFRAN) que atua na Paróquia Capuchinhos e é coordenado por sua filha, Tatiana Moutinho Miranda e seu esposo, Fábio Pará.

GEFRAN após a peça "Paixão de Cristo" com Sr. Agostinho.

A família deste querido irmão, cultiva um grande amor por São Francisco de Assis e sempre participaram das diversas iniciativas dos Frades Menores Capuchinhos e da Ordem Franciscana Secular (OFS). Seu filho, Agostinho Moutinho Miranda e sua esposa – Luana Teixeira do Carmo Miranda, são leigos consagrados na OFS e membros do Conselho da Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos – Feira de Sant’Ana/ BA.

Casal, Luana e Augusto com seus padrinhos: Francisco Araújo e Marúcia Conte. Todos da Ordem Franciscana Secular.  

Agostinho e Fátima celebrando mais um ano de casados.
Dr. Agostinho era muito querido entre colegas, funcionários e membros da diretoria do Sindmepa. É o 28º médico do Pará que perdemos durante a pandemia do Covid-19.

Sr. Agostinho Hermes de Miranda Neto, celebrou sua páscoa no dia 15 de maio de 2020 e nos deixou sua esposa, um casal de filhos, duas netas, seu testemunho de cristão e exemplo profissional, muitos ensinamentos e lembranças que deixarão saudades. Estamos unidos em suplica pela consolação do Divino Espírito Santo para todos os seus familiares e amigos e agradecidos por sua memória, nos unimos aos louvores dos céus, que hoje acolhe o seu servo fiel e prudente. “(...) E é morrendo que se vive para a vida eterna!” Amém!

Família Moutinho Miranda.

Por Francisco José Corrêa de Araújo, OFS
Coordenador da CFFB N2

Fontes:

segunda-feira, 15 de julho de 2019

FÓRUM FRANCISCANO PARA O SÍNODO PAN-AMAZÔNICO


FAMÍLIA FRANCISCANA DESEJA “AMAZONIZAR-SE”



INTRODUÇÃO:
            Em sintonia com os apelos da Igreja que está realizando o Sínodo para Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral, a Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) deseja amazonizar-se: um processo intenso e extenso de (re)conhecer a pertença e o cuidado com a Amazônia urbana e rural. Isto implica em aproximar-se, acolher e respeitar toda a beleza da criação expressa na relação entre os povos originários amazônidas e a natureza. E ainda, observar que esta vida pulsante na Amazônia está interligada com todas as expressões de vida, formando uma fraternidade universal.
            Neste espírito, a CFFB realizou o Fórum Franciscano sobre o Sínodo Pan-Amazônico, nos dias 4, 5 e 6 de julho de 2019, na cidade de Manaus, no estado do Amazonas, com o objetivo de contribuir no aprofundamento da temática Sinodal à luz da Espiritualidade Franciscana. E escolheu por tema: Perspectivas e desafios para a Conferência da Família Franciscana do Brasil.
            Motivados pelo magistério do Papa Francisco, em especial com a Encíclica Laudato Sí (2015), os Franciscanos e as Franciscanas presentes no mundo todo percebem que muito o Carisma pode contribuir aos novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral. Sistematizando esta contribuição, a primeira atitude é de nos encontrarmos como Família. E assim, presentes no Brasil, e de um modo especial, na Amazônia, as diversas expressões da Família Franciscana terão melhores condições de observar as perspectivas e os desafios que a contemporaneidade exige de nós. Por isso, ministros gerais dos Frades da primeira Ordem Franciscana e Ordem Franciscana Secular enviaram mensagens motivadoras à CFFB saudando a iniciativa do Fórum que tem um caráter evangélico, profético, fraterno e cheio de esperança.
            A Conferência da Família Franciscana do Brasil vem se fortalecendo cada vez mais como um organismo de comunhão onde os irmãos e irmãs encontram o aconchego do lar e o apoio para a missão. O ano de 2019 trouxe grandes mudanças, internas e externas para CFFB, que após o Fórum, organiza sua Assembleia Ordinária Eletiva a ser realizada de 22 a 25 de agosto de 2019, e conta com a participação e o sentido de pertença de todos os seus membros, com a presença dos Ministros, Provinciais, Coordenadores Regionais e demais delegados.
            Tanto no Fórum Pan-Amazônico, quanto na Assembleia eletiva, nos chamam a atenção para compreender melhor a necessidade de fortalecer nosso apostolado franciscano diante da Justiça, Paz e Integridade da Criação. Este apostolado é organizado e realizado de modo muito especial pelo Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia (SINFRAJUPE) com vários desdobramentos de serviços nas obediências que formam a grande Família, este serviço apostólico – que é um elemento basilar do carisma e por tanto, transversal - é o Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC). Dele se espera as respostas organizadas e precisas aos desafios que ameaçam a vida.

FÓRUM FRANCISCANO PARA O SÍNODO PAN-AMAZÔNICO
            Entre os dias 04 a 06 de julho, no Centro Arquidiocesano São José, em Manaus (AM), a CFFB realizou o Fórum Franciscano Para o Sínodo Pan-Amazônico que ajudou os franciscanos e as franciscanas a voltarem o olhar e o coração aos apelos do Papa Francisco através de sua convocação para o Sínodo Pan-Amazônico.
            O evento foi promovido pela Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) e contou com o apoio de diversos irmãos e amigos, dentre os quais, o Bispo Arquidiocesano de Manaus - Dom Sérgio Castriani-CSSp, Fr. Paulo Xavier-OFM Cap e Fr. Alex Assunção-OFM. Durante a programação, contamos com a assessoria de Fr. Luiz Carlos Susin-OFMCap, Fr. Florêncio Vaz-OFM, Fr. Atílio Battistuz-OFM, Pe. Justino Sarmento Rezende - SDB, indígena Tuyuka e referência da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam - Manaus).
            O Fórum reuniu cerca de 160 participantes oriundos de vários estados brasileiros e do exterior: frades da OFM/OFM Cap/ OFM Cov, irmãs religiosas da TOR e irmãos e irmãs da Juventude Franciscana (JUFRA) e Ordem Franciscana Secular (OFS). Esta última garantiu a participação de Francisco José Corrêa de Araújo, que representou a OFS Nacional por meio do serviço JPIC. Os regionais da área norte da CNBB, somaram mais de 30% dos participantes, e isso implica na presença profética dos Franciscanos na Amazônia legal/ região norte do país. Todos os participantes foram envolvidos na temática por meio de uma ambientação com um rosto amazônico e animação musical com um repertório adequado à Ecoteologia com músicas franciscanas da CFFB, Pan-Amazônia ancestral (Antonio Cardoso), Amazonas moreno (Raízes Caboclas), Nossa Vida é Missão (Manoel Nerys), Rios (Roberto Malvezzi/Gogó), Paneiros (Grupo Gaponga), dentre outras. Ao longo do evento foram disponibilizadas transmissões ao vivo pela Rádio Santo Antônio, e ainda registros fotográficos e audiovisuais registrados por Fr. Lorrane Clementino, OFM e publicados na página do facebook da CFFB. O evento foi enriquecido com debates, estudos e conferências para o aprofundamento na solicitação do Papa Francisco.
           
            1- No primeiro dia do Fórum, os irmãos e irmãs da JUFRA acolheram os participantes com danças típicas da região. Na abertura oficial, Frei Éderson Queiroz – OFMCap, proferiu as boas-vindas e os presentes foram agraciados com a participação do Arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani, que contou com o auxílio do secretário da CNBB Norte 1 – Diácono Francisco Andrade de Lima, para apresentar os eixos principais do Instrumentum Laboris (Instrumento de Trabalho para o Sínodo Pan-Amazônico), no qual constam de três partes: a primeira, o ver-escutar, que se intitula A voz da Amazônia, e tem a finalidade de apresentar a realidade do território e de seus povos. Na segunda parte, Ecologia integral: o clamor da terra e dos pobres, aborda-se a problemática ecológica e pastoral; e na terceira parte, Igreja profética na Amazônia: desafios e esperanças, a problemática eclesiológica e pastoral.
            Em seguida, o Pe. Justino Sarmento Rezende - SDB, indígena Tuyuka, iniciou a Conferência "Cosmovisão Amazônidas". Na qual pondera que a conversão ecológica inicia com cada um, para então abrir-se para a conversão comunitária/ familiar. Precisamos aprender um novo modelo de vida com os povos tradicionais, pois o bem viver é uma urgência, e as comunidades indígenas podem nos ajudar nesta prática. E afirmou ainda: "Descolonizar a mente é um processo lento, mas necessário".
            Após o almoço, Dom Edmilson Tadeu Canavarros, SDB - Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus visitou a Família Franciscana e proferiu algumas palavras de incentivo a iniciativa do Fórum. A programação seguiu com a assessoria de Frei Luiz Carlos Susin – OFMCap com a conferência “Francisco e a Fraternidade Universal: Da desapropriação à Aliança”. O professor da Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana (ESTEF/RS) contribui que a defesa dos Direitos humanos e dos animais é por causa da condição de vulnerabilidade que precisa se levantar a bandeira dos excluídos. Neste caso, os animais são o fiel da balança e o ponto mais sensível da nossa postura ecológica diante da comunidade da vida destinada ao sábado (dia sagrado, dia do Senhor - que para os Cristãos é o Domingo).  O conferencista explanou ainda a respeito de nossa relação com os animais. Percebe-se que eles de estão sendo tratados por nós como: entretenimento, propriedade, experimentação científica, compensação afetiva, matéria prima para indústria, e fonte desequilibrada de alimentação. Tais atitudes exigem uma conversão pastoral, ecológica e eclesial. “Vivemos no moneyteismo (...) movidos pela apropriação e pelo acúmulo financeiro (...) o dinheiro não vale nada, mas compra tudo”. Afirma Susin.
            Em seguida, houve um momento de Painel com Fr. João Messias - OFM que testemunhou sua vivência com os Munduruku. Experiência missionária na Prelazia de Itaituba com mais de 58 comunidades indígenas que vivem com relação de pertença com a Floresta, mas ameaçados pela extração de minérios e outros impactos socioambientais. E Ir. Clarice Barri - Catequista Franciscana, falou sobre Mobilidade Humana em Assis Brasil. Área de Fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru. Foram expostas o diagnóstico social, econômico e religioso. Uma experiência de Diálogo, Sincretismos e Intercâmbio.

            2- Dia 05 de julho, o Fórum iniciou suas atividades após a oração da manhã “Nós somos parte da terra, a terra é parte de nós. Um é a extensão do outro, nós não vivemos a sós” (música Cuidar da Terra - grupo imbaúba). Em seguida, Fr. Atílio Batistuz, OFM/ SINFRAJUPE que proferiu a conferência "Mística e Profecia Franciscana". Bebendo na fonte de São Francisco de Assis e Santa Clara, Fr. Atílio afirma que a missionariedade faz parte da identidade franciscana e que a Amazônia é “um grande santuário” e chamou a atenção para a extensão do território Pan-Amazônico e para as mais de 300 comunidades indígenas. Em sua apresentação pautada na teoria de Gaia, sugeriu à CFFB algumas ações: Visitas e experiências missionárias/pastorais na Amazônia para criar laços afetivos com a Amazônia; Promover semanas da Amazônia – pôr a Amazônia em debate; Participar da REPAM; Ouvir mais os cientistas; Ouvir os povos da floresta; Limitar o consumo de energia elétrica e incentivar o uso de fontes limpas; Fortalecer o SINFRAJUPE; Fazer um mapeamento da presença franciscana na Amazônia; Trabalhar em rede com outras famílias religiosas (Carmelitas, Jesuítas, Dominicanos...); Participar do IX Fórum Social Pan-Amazônico (FOSPA); que será realizado entre os dias 22 e 25 de março de 2020 em Mocoa, Putumayo, na Colômbia. E ainda, reduzir ou até parar de comer carne. No final de sua explanação, afirmou: “Se a Amazônia perecer, todos nós pereceremos”.
            O evento seguiu com a assessoria de Fr. Florêncio Almeida Vaz Filho- OFM que abordou o tema: Ecologia Integral Franciscana. Faz parte da Espiritualidade Franciscana reconhecer que todas as criaturas tem “agência” e que tudo está interligado, partindo da cosmovisão dos povos tradicionais devemos reconhecer que tudo é gente. É preciso reconhecer e respeitar estes saberes, e, por exemplo: pedir licença antes de entrar nos rios ou na floresta. Na ecologia integral de São Francisco, “tudo é meu irmão, tudo é minha irmã”; "Os encantados existem"; "A terra sem males, existe". Afirma o frei e professor no Programa de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).
            Na tarde dia 05, os participantes visitaram o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) e interagiram com a floresta participando de várias oficinas que os grupos de pesquisa do Instituto realizam. Depois desta atividade, seguiram para Ponta Negra para saudar o pôr-do-sol e celebrar a Eucaristia que foi realizada no Santuário Nossa Senhora da Amazônia com a animação musical do grupo Gaponga.

            3- O dia 06, iniciou bem cedinho com a celebração da criação realizada no Barco Dona Carlota que nos acolheu e conduziu pelo Rio Negro rumo ao encontro do Rio Solimões. A celebração deste dia foi ministrada pela Irmã Laura Vicunã - Catequista Franciscana. Foi uma manhã orante de convivência fraterna conduzida com muito carinho pela coordenação do evento. Após o almoço, os irmãos e irmãs se expressaram seus sonhos e compromissos. Que para sistematiza-los, a CFFB irá elaborar uma Carta-compromisso. O encerramento do Fórum Franciscano para o Sínodo Pan-amazônico ocorreu com a Celebração eucarística na Igreja São Sebastião – Capuchinhos.
            Que São Francisco de Assis, patrono da ecologia, “irmão da natureza”, seja nosso exemplo, para que possamos nós, franciscanos e franciscanas, cumprirmos nossa missão profética em defesa da vida e do cuidado da casa comum, com vigor renovado e com a audácia reformadora que o caracterizou.

O SÍNODO PAN-AMAZÔNICO E A ORDEM FRANCISCANA SECULAR
            Para todos os ramos da Família Franciscana, o comprometimento ecoteológico é um elemento em comum. Pois, nossa vida e regra é viver o Santo Evangelho nos passos de São Francisco de Assis. No qual o Espírito Santo, nos presenteou com um carisma plenamente fraterno, que nos reconhecemos como irmãos e irmãs e conclamamos que tudo está interligado. Daí provém a necessidade do testemunho e da responsabilidade de cuidar da Casa Comum. No entanto, cada ramo da Família, expressa sua pertença e vivência do carisma de modo “particular”. Àqueles que vivem o carisma na modalidade secular, cabe a função de administrar os bens temporais pautados nos valores evangélicos, agindo em diversos areópagos da realidade de leigos e leigas, diáconos ou sacerdotes que professam a Regra da OFS.
            Na referida Regra, observamos a dimensão profética do carisma, ou em outras palavras, a dimensão socioambiental da caridade cristã. Assim, assumimos o compromisso interdependente na atuação da justiça/paz/ecologia. Com isso, a Justiça (Regra Capítulo 15) é compreendida como: Defesa da Vida em Plenitude para todos, Promoção Integral da Pessoa Humana, Defesa dos Direitos Humanos, Incidência Política e Políticas Públicas; A Paz (Regra Capítulo 17) é compreendida como: Espiritualidade Libertadora, Anúncio, Encontro/Diálogo/Convivência, Ecumenismo, Diálogo Inter-religioso, Superação da Violência; e a Ecologia/ Integridade da Criação (Regra Capítulo 18) é compreendida como: Fraternidade Universal, Ecologia Integral, Conversão Ecológica.
            Não se trata somente de uma opção, mais de uma exigência evangélica que devemos observar desde o processo de nossa formação humana e iniciação à vida cristã, mas também na formação franciscana. Nos últimos anos, percebemos um fortalecimento do serviço JPIC na vida dos irmãos e irmãs da OFS, certamente como resposta aos apelos do Papa Francisco, mas sobre tudo como vivência de nossa vida evangélica e franciscana. Assim, o JPIC deve ser a expressão primeira de nosso apostolado, o que vai ao encontro da conversão ecológica e cuidado com a casa comum. Por isso, o JPIC deve ser uma prioridade em todas as nossas fraternidades – seja Internacional, Nacional, Regional ou Local. Não se admite mais que os temas ligados à dimensão socioambiental da fé sejam tratado como secundários em nossos calendários.
            Por isso, antes de exigir que os outros vivam uma conversão pastoral e ecológica, nós – franciscanos e franciscanas seculares – devemos testemunhar tal conversão, a começar pelo exemplo particular, depois em nossas fraternidades locais, e assim por diante. Precisamos não somente priorizar as atividades JPIC em nossos calendários, mas sermos capazes de “tirar do papel” este sonho, de dar os passos que nossos limites nos permitem. Podem ser passos lentos, mas que sejam unidos, fortes e perseverantes.
            Assim, para além dos estudos da Laudato Sí e de documentos produzidos pelo processo do Sínodo Pan-amazônico, são sugestões de atividades que podem ser assumidas de modo pessoal ou em nossas fraternidades locais:


1) Justiça:
1.1: Reflexões sobre a realidade sócio-cultural-eclesial-política nos encontros de estudo e nos capítulos;
1.2: Nas paróquias, procurem imprimir metodologia de participação, de valorização das pessoas leigas, promovendo seu protagonismo, através da do apoio a diversas pastorais e serviços, de acordo com as necessidades do povo;
1.3: Nas redes de comunidades, situadas no contexto urbano, desenvolver forte presença solidária junto à população carente;
1.4: Participação em pastorais e serviços específicos: luta pela terra, organização dos pequenos agricultores, agroecologia, presença e serviço junto às pessoas com deficiência, trabalho de recuperação de dependentes químicos, Promoção da Criança e Adolescente, Organização dos Trabalhadores Desempregados…;
1.5: Integração nos eventos da Igreja: Campanha da Fraternidade, Grito dos Excluídos(as), Romaria da Terra, do Trabalhador, Encontros de CEBs, CPT (Comissão da Pastoral da Terra); PO (Pastoral Operária); PJR (Pastoral da Juventude Rural); Pastorais Sociais; Organizações da Sociedade Civil: MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra); MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores); MTD (Movimento dos Desempregados).
1.6: Incidência Política por meio da participação nos espaços de controle social como: Fóruns e Conselhos Paritários.

2) Paz:
2.1: Retiros anuais em torno da temática de justiça, paz, Integridade da Criação, opção pelos pobres, saúde integral, à luz da espiritualidade e prática de S. Francisco;
2.2: Promover atividades Ecumênicas e diálogo Inter-religioso;
2.3: Combater o armamento da sociedade civil;
2.4: Articular eventos populares como a Romaria/ Caminhada pela Paz;

3) Integridade da Criação:
3.1: Estudar e divulgar a Encíclica Laudato Sí;
3.2: Mobilizar fóruns e comitês sobre o combate ao desmatamento, mineração, poluição dos Rios, e temas afins;
3.3: Promover o cuidado com a Casa Comum;
3.4: Adotar praticas Eco-teológicas como Educação Ambiental como os 5R’s: Reduzir, Repensar, Reaproveitar, Reciclar e Recusar consumir produtos que gerem impactos socioambientais significativo.
        
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Fonte: site da CFFB com adaptação e edição de Francisco Araújo, OFS/ CFFB Norte 2

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

CFFB N2 PARTICIPA DA ESCUTA PARA REPAM - EIXO: JUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL E BEM VIVER

Nos dias 27, 28 e 29 de novembro de 2018, na sede da CNBB N2 - Belém/PA, estiveram reunidos diversas lideranças de toda a Pan-Amazonica (Colômbia, Bolívia, Brasil, Ecuador e Perú) para contribuir com a Rede Eclesial Pan-Amazônica - Repam, no Eixo Justiça Socioambiental e Bem viver. Este trabalho de escuta é uma preparação ao Sínodo para Amazônia. E nesta dimensão sobreda Casa Comum, da Ecologia e do Bem Viver os Franciscanos e Franciscanas não poderiam ficar de fora. Por isso, Fr. Atílio Battistuz, OFM - membro articulador da Repam, convidou alguns irmãos e irmãs da CFFB Norte 2 para se fazerem presentes neste processo de preparatório. Por tanto: 

Irmã Ariana Santos, Franciscana do Sagrado Coração de Jesus
Francisco Araújo, Ordem Franciscana Secular/JPIC/ SINFRAJUPE
Fr. João Reis Ribeiro Filho, OFM Cap
Fr. Atílio Battistuz, OFM

Se fizeram presentes neste processo.




Seguindo a metodologia Ver – Escutar; Julgar – Discernir; Agir – Atuar buscamos responder as questões:

Ver:
1)Quais são os problemas mas graves na Pan-Amazônica: As ameaças e dificuldades à vida, ao território, à cultura?
2)Pensando a Encíclica Laudato Si, como configura a Biodiversidade e a sociodiversidade em seu território?
3)Quais são as contribuições próprias do Bioma Amazônico e de seus povos para a vida no planeta?

Julgar:
1) Quais esperanças oferece a presença da Igreja às comunidades amazônicas à vida, ao território, à cultura?
2)Quais são as iniciativas que o Evangelho de Jesus Cristo exige dos cristãos e cristãs, para o cuidado com a vida em suas diferentes dimensões?
3)Como a Laudato Si (Cf. LS 137-162) nos provoca à uma ecologia Integral na vida cotidiana na Amazônia? Quanto a alternativas  de desenvolvimento e bem viver?

Agir:
1)Qual papel deve ter os leigos nos distintos âmbitos socioambientais no território Pan-Amazônico?
2)O que deve caracterizar o anúncio e a denúncia profética na Pan-Amazônia?
3)O papel das mulheres em nossas comunidades é de suma importância, como reconhece-las e valorizá-las no horizonte dos novos caminhos para a Pan-Amazônia? 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

OS DESAFIOS DO SENTIDO DE PERTENÇA À FAMÍLIA FRANCISCANA



Nascida no século XIII e tendo como modelo e fundador São Francisco de Assis, os irmãos e as irmãs que pertencem a Família Franciscana caminham profeticamente em um único itinerário espiritual que tem como pilares da identidade penitencial: a Contemplação, a Fraternidade, a Apostolicidade e a Minoridade. Diante desta pertença, muitos desafios nos provocam, dentre os quais: a assistência espiritual e pastoral, animação vocacional, formação, vida fraterna, administração dos bens temporais, etc.

O sentido de pertença é uma característica de comunhão vital em nossa família[1]. Por isso, o artigo 1 da Regra da OFS afirma: “Entre as famílias espirituais, suscitadas pelo Espírito Santo na Igreja, a Família Franciscana reúne todos aqueles membros do Povo de Deus, leigos, religiosos e sacerdotes, que se sentem chamados ao seguimento do Cristo, à maneira de São Francisco de Assis. Por modos e formas diversas, mas em recíproca comunhão vital, eles querem tornar presente o carisma do comum Pai Seráfico na vida e na missão da Igreja” e neste sentido, complementa o artigo 2 “No seio da dita família, ocupa posição específica a Ordem Franciscana Secular que se configura como uma união orgânica de todas as fraternidades católicas espalhadas pelo mundo e abertas a todos os grupos e fiéis(...).
Por tanto, a OFS é reconhecida como a expressão secular do carisma franciscano. Nela, leigos e leigas, diáconos e padres seculares participam da comunhão vital de nossa família. E para manter viva esta comunhão, as Constituições da OFS nos diz: “O cuidado espiritual e pastoral da O.F.S., confiado pela Igreja à Primeira Ordem Franciscana e à TOR, é, antes de tudo, dever dos seus Ministros Gerais e Provinciais. A eles compete o « altius moderamen » de que trata o cânon 303. O « altius moderamen » tem como objetivo assegurar a fidelidade da O.F.S. ao carisma franciscano, a comunhão com a Igreja e a união com a Família Franciscana, valores que representam para os franciscanos seculares um compromisso de vida.” (CCGG 85,2).
De igual modo, as constituições dos Frades Menores Capuchinhos afirmam: “6 Cuidem também os nossos superiores de coordenar as forças com as outras famílias franciscanas para prestar à Fraternidade Secular uma contínua e diligente assistência espiritual e pastoral, de acordo com a sua legislação e com o direito comum, principalmente por frades idôneos encarregados devidamente desse ministério. 7 E os frades de boa vontade prestem assistência espiritual a essa Ordem. Mas, lembrando-se de sua condição secular, não se intrometam em seu regime interno, salvo nos casos expressamente contemplados no direito. 8 Em sinal de co-responsabilidade, consultem o governo da respectiva fraternidade da Ordem Franciscana Secular tanto na nomeação de assistentes como na ereção de fraternidades.” (CCGG Cap. 95, 6 - 8).
E em sintonia com estas orientações, a Regra da TOR pondera: “E onde quer que estejam e sempre que se encontrarem em algum lugar, devem respeitar-se e honrar-se espiritual e diligentemente uns aos outros e fomentem a unidade e a comunhão com todos os membros da família franciscana. (Rg. TOR, 3)
Para além dos desafios, pertencer a Família Franciscana deve ser motivo de grande júbilo e responsabilidade na guarda de nossas raízes e fios condutores que nos fazem irmãos e irmãs. De um modo especial, ressaltamos a proximidade histórica que existe entre OFS e TOR,  aquela com regra aprovada em 20 de maio de 1221 pelo Papa Gregório IX -  "Memoriale Propositi”. E 300 anos depois, em 20 de Janeiro de 1521, a “Regra de Vida dos Irmãos e Irmãs da Terceira Ordem Regular de São Francisco” é aprovada pelo Papa Leão X. Por tanto, em nossa história nos alegramos no sentimento de pertença e de interdependência, cultivando o carisma que pulsa em nossos corações nestes 800 anos de história.
Por fim, lembremos a célebre frase de Santa Clara de Assis: “não perca de vista seu ponto de partida”[2]. Por isso, diante dos diversos desafios que se apresentam a nossa Pertença, precisamos estar com olhos fixos na Origem de nosso esplendoroso carisma e assim, continuarmos caminhando na paz e no bem!

Por Francisco Araújo, OFS



[1] Da história franciscana e das Constituições das Primeiras Ordens Franciscanas e da TOR aparece de forma bem clara que estas Ordens se reconhecem empenhadas em virtude da comum origem e carisma e por decisão da Igreja, na assistência espiritual e pastoral da O.F.S. Cf. Constituições OFM 60; Id. OFM Conv. 116; Id. OFM Cap. 95; Id. TOR 157; Regra da Terceira Ordem do Papa Leão XIII 3,3; Regra aprovada por Paulo VI 26.
[2] Santa Clara. cf. 2ª Carta a Inês de Praga, 11.

domingo, 22 de abril de 2018

FAMÍLIA FRANCISCANA NORTE 2 INICIA REARTICULAÇÃO



Animados para celebrar o Dia Internacional da Terra, 22 de abril de 2018, a Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) – Regional Norte 2 (Pará e Amapá) foi convocada para se fazer presente em Assembleia Extraordinária e escolher uma equipe para a representativa e auxiliar a rearticulação das atividades a nível de Família com a média de 22 Congregações na região.
            
O evento ocorreu na sede da Ordem Franciscana Secular - Fraternidade São Francisco de Assis, em Belém/Pará, com a assessoria de Mayara Ingrid Sousa Lima, OFS, (Conselheira e Secretária do Conselho Diretor da CFFB). A Assembleia Extraordinária da Família Franciscana do Brasil – Regional Norte 2 (Pará e Amapá) teve início com a presença das seguintes Congregações e respectivos membros: Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração - Ir. Suzana Oliveira, Ir. Edinalva Rodrigues, Ir. Iaci Araújo de Miranda, Ir. Angela Célia Moraes; Irmãs Franciscanas da Providência de Deus - Ir. Carmem Lúcia de Almeida; Irmãs Franciscanas de Maristella - Ir. Ivoneide Viana de Queiroz, Ir. Maria Luciene Maciel; Irmãs Clarissas Franciscanas Missionárias do Santíssimo Sacramento - Ir. Alayde Rosa Baldoni, Ir. Eva Gabriela Magalhães; Ordem dos Frades Menores - Fr. Rodolfo dos Santos Pimentel Júnior, OFM; Ordem Franciscana Secular – Marúcia Conceição Tocantins Conte, Claudio Fernando Matos Alves, Maria Odete Vilhena de Brito, Glória Maria de Carvalho Sousa, Suzana Damasceno Monteiro Brito, Francisco José Corrêa de Araújo, Selma Rangifo Balieiro, Ricardo do Nascimento.

Foi um momento de comunhão e alegria entre todos os presentes e os que acompanharam o evento à
distância. A Assessora explanou sobre os horizontes, as prioridades e as recomendações definidas durante a XVIIAssembleia Geral Ordinária da CFFB realizada de 06 a 09 de Agosto de 2015, previstos para o quadriênio da CFFB (2015 a 2019) “Para vinho novo odres novos” (Mc 2,22). 


            Após estas apresentações, Mayara Lima divulgou os eventos que a Família está organizando para o ano de 2018. A Presidente abriu a sessão eletiva com a indicação dos seguintes nomes para compor a equipe de articulação da CFFB Norte 2: Referências para Regional Norte 2 e núcleo Belém: Francisco José Corrêa de Araújo, OFS, Irmã Ivoneide Viana de Queiroz, IFM e Frei Rodolfo dos Santos Pimentel Júnior, OFM. Articuladora do núcleo Óbidos – Carmem Lucia de Almeida, FPD. Articulador do núcleo Santarém – Aldo Luciano Corrêa de Lima, OFS. Após as devidas consultas os nomes acima foram referendados pelos presentes para exercerem a função de articuladores no Regional Norte 2 até a próxima Assembleia prevista para ocorrer no mês de junho de 2019.


Maiores informações pelo e-mail: cffbn2@gmail.com 

sexta-feira, 13 de abril de 2018

ORDEM FRANCISCANA SECULAR ACOLHE TRÊS NOVOS PROFESSOS


Dia 15 de abril de 2018, na Igreja Matriz da Paróquia dos Capuchinhos, na Celebração eucarística das 7h30, três leigos se consagrarão viver perpetuamente o Evangelho nos passos de São Francisco de Assis em celebração solene da Profissão Definitiva à Regra de Vida da Ordem Franciscana Secular - OFS.

Após um período de formação e maturidade vocacional, o Irmão Claudio Fernando Matos Alves, Irmão Pablo Hudson da Silva Santos e a Irmã Rita da Conceição de Oliveira Serra, pela graça do Senhor, vão assumir a consagração ao serviço do Reino de Deus. Prometendo viver, no próprio estado secular, o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo na Ordem Franciscana Secular, observando a sua Regra, e juntamente com a comunhão fraterna conseguir a perfeição da Caridade Cristã.

Como leigos e leigas, sal e luz do mundo, os franciscanos seculares atuam em vários espaços sociais sendo presença de Deus. De um modo especial, o carisma de São Francisco de Assis pede a atuação nas áreas da Caridade (Direitos Humanos), Justiça, Paz e Integridade da Criação (ecologia). Na Arquidiocese de Belém, trabalhamos com a Casa de Acolhida Santa Clara - bairro do Guamá, atendendo hospedagem, momentos de retiro, cursos e seminários. E ainda, acompanhamos diversos serviços como a Juventude Franciscana – JUFRA e pastorais: Litúrgica, Catequética, Pessoa Idosa, HIV/Aids, Saúde, Sobriedade , Comunicação, entre outros.

A OFS do Brasil é também conhecida como Ordem Terceira de São Francisco de Assis (OTF) e Terceira Ordem Franciscana (TOF) fundada pelo Seráfico de Assis. Seus cristãos associados são chamados Franciscanos Seculares (Padres Seculares, Diáconos, leigos e leigas casados ou solteiros) oriundos de diversas paróquias que se organizam em Fraternidades, das quais na Arquidiocese de Belém são: Fraternidade São Francisco de Assis (Guamá), Fraternidade Santo Antônio de Lisboa (Cremação) e Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos (Icoaraci) que este ano, no mês de novembro, receberão a Relíquia de São Francisco de Assis em peregrinação.


Em 2018, Ano Nacional do Laicato – CNBB, nos alegramos com todos os leigos e leigas que são fermento na massa, construindo o Reino de Deus na Família e nos diversos espaços de serviço. Quem desejar conhecer o carisma franciscano e a Regra Canônica da Ordem Franciscana Secular, entre em contato conosco.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

VISITA DO SINFRAJUPE


No dia 03 de abril de 2018, às 19h, no cetro catequético da Paróquia São Francisco de Assis, Belém/PA, ocorreu visita de Fr. Rodrigo de Castro Amédée Péret, OFM e Igor Bastos (DHJUPIC – JUFRA) - Executiva do SINFRAJUPE – CFFB Nacional aos irmãos e irmãs do Regional Norte 2 (Pará e Amapá) para repasse dos encaminhamentos da Carta do Capítulo Nacional das Esteiras e Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA).
Estiveram presentes na reunião: Francisco José Corrêa de Araújo e Casimira de melo Savelarinho, Ordem Franciscana Secular; Ir. Lucimere Ferreira Maciel e Ir. Ivoneide Viana Queiroz, Irmãs Franciscanas de Maristela; Ir. Suzana Oliveira e Ir. Iaci Araújo Miranda, Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração; Ir. Alaide Rosa Baldom e Ir. Eva Gabriella Margalha, Irmãs Clarissas Franciscanas do Santíssimo S. Sacramento.



Após a apresentação, os membros da Executiva do SUNFRAJUPE enfatizaram a importância de preservarmos o Sentido de Pertença à Família Franciscana e atuarmos mais ativamente no campo de Justiça, paz e Ecologia. “Vivemos em um período propício de renovação. Temos a alegria da presença de um Papa Franciscano ‘em Espírito Autêntico’, Encíclica da Laudato Si, e várias outras iniciativas que nos motivam a testemunhar nosso carisma como a Rede Eclesial Panamazônica (Repam)” – Afirmou Fr. Péret.

Os presentes sentiram-se motivados e participarão no processo de rearticulação da Família Franciscana presente no Norte 2 com Assembleia Extraordinária agendada para ocorrer dia 22 de abril de 2018, em Belém/PA, com a presença de Mayara Ingrid Sousa Lima, OFS (Conselheira e Secretária do Conselho Diretor da CFFB).